TACA: quando o palco se torna formação (Maio/2026)
Em um ano tão simbólico, em que o Colégio Anchieta celebra seus 140 anos de história, olhar para os espaços de formação que atravessam gerações é também reconhecer aquilo que não se mede apenas em notas ou avaliações: a experiência sensível de existir em comunidade.
O TACA, Teatro Amador do Colégio Anchieta, nasce justamente desse lugar. Mais do que um grupo de teatro, ele é um espaço de escuta, expressão e construção coletiva, onde os estudantes experimentam algo raro em tempos acelerados: o tempo do processo.
Fazer teatro na escola é aprender a olhar para o outro. É entender o valor da presença, da colaboração e do respeito às diferenças. No palco, não há protagonismo que se sustente sozinho. Cada gesto, cada fala, cada silêncio depende do coletivo. E talvez seja aí que o TACA mais dialogue com os valores da educação jesuíta: formar sujeitos conscientes, compassivos e comprometidos com o mundo ao seu redor.
A arte-educação, nesse contexto, deixa de ser um complemento e passa a ser parte essencial da formação integral. Ela amplia repertórios, desenvolve pensamento crítico e fortalece a dimensão humana dos estudantes, algo que nenhuma tecnologia substitui.
Ao lado das professoras Tânia Noguchi e Adriana Xavier, tenho a alegria de acompanhar de perto esse processo. Ver jovens descobrindo suas vozes, enfrentando suas inseguranças e criando juntos é testemunhar pequenas transformações que, muitas vezes, ecoam para a vida inteira.
Celebrar os 140 anos do Anchieta é também celebrar iniciativas como o TACA, que mantêm viva a chama de uma educação que não se limita ao conteúdo, mas que forma pessoas capazes de sentir, refletir e agir.
Porque, no fim, educar também é isso: criar espaços onde cada um possa, aos poucos, tornar-se quem é.
Por fim, registro meu agradecimento à equipe que tem conduzido, com tanto cuidado e dedicação, as celebrações dos 140 anos do Colégio Anchieta, especialmente ao Pe. Monnerat, pela liderança e pelo compromisso em manter vivos os valores que sustentam essa trajetória.
Bernardo Dugin, antigo aluno e Professor de Teatro do Colégio Anchieta












