A precariedade da saúde bucal da população brasileira (Outubro/2026)
Durante o período conhecido como Idade Média, marcado por diversos eventos históricos, como a Peste Negra, era comum a proliferação de inúmeras doenças, resultado da falta de higiene da população dessa época, impactando a precarização da saúde, em especial a bucal. Nesse contexto, mil e quinhentos anos depois, a saúde bucal ainda é um tópico a ser solucionado em países como o Brasil. Diante disso, a precariedade dessa saúde apresenta dois problemas principais: a falta de conscientização pública e a elitização da saúde.
Em primeira análise, a precariedade da saúde bucal está relacionada à falta de conscientização pública. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 35% da população brasileira utiliza o fio dental regularmente. Sob esse viés, tal dado exemplifica, de modo simples, o descaso de grande parcela dos brasileiros diante da higiene bucal, fruto da ausência de campanhas de conscientização. Como resultado, tal cuidado dentário mal estabelecido pode levar à proliferação de doenças, como a cárie.
Ademais, a elitização da saúde também impacta tal precariedade. Na última década, por exemplo, foi criado um aparelho capaz de realizar o alinhamento virtual de qualquer arcada dentária, sendo transparente, facilmente modificável e praticamente imperceptível. Entretanto, tal avanço tecnológico apresenta um custo extremamente alto, sendo inviável para pessoas de baixa renda, criando uma disparidade social ainda maior por meio da elitização da saúde.
Portanto, para que a saúde bucal da população brasileira saia de uma situação precária, é necessário que o governo federal, por meio da aprovação do Senado, crie uma nova lei. Tal lei fará com que o mês de fevereiro seja palco para o “Fevereiro Ciano”, campanha nacional de conscientização da saúde bucal, realizada por meio do uso da verba pública. Como consequência, a população será melhor informada sobre a importância da higiene bucal, criando um Brasil mais unido e consciente.
Por Gabriel de Souza Hoffmeister, Aluno da Terceira Série do Colégio Anchieta












