Minha experiência na peregrinação Jovem e no Santuário Nacional de São José de Anchieta (Julho/2026)

13/07/2026

Vivenciar um pequeno trecho da caminhada de São José de Anchieta foi uma experiência que levarei para sempre comigo. A peregrinação e a visita ao Santuário Nacional e ao Museu de Anchieta permitiram que eu enxergasse, de forma muito mais próxima e emocionante, histórias que já conhecia, mas que ganharam um novo significado. 

Durante a visita, fiquei impressionada com a forma como o guia apresentou a trajetória de Anchieta. Seu entusiasmo e conhecimento tornaram cada detalhe ainda mais interessante. Os objetos históricos, a linha do tempo de sua vida e a história do santuário ajudaram-me a compreender melhor a importância de sua missão e de seu legado. 

O que mais me marcou foi conhecer sua dedicação aos povos indígenas. Anchieta se esforçou para aprender a língua tupi e criou formas criativas de ensinar por meio da música, do teatro, da dança e da poesia. Além disso, dedicava-se ao cuidado dos doentes e ao acolhimento aqueles que precisavam de ajuda. Sua capacidade de unir educação, fé e serviço ao próximo me impressionou profundamente.  

Anchieta não apenas ensinava: ele procurava acolher, compreender e caminhar junto daqueles que encontrava. Em uma época marcada por tantos desafios, sua atitude nos mostra a importância da escuta, da empatia e do respeito às diferenças. 

Também me emocionou conhecer sua devoção a Maria e a forma como expressava sua fé por meio de seus escritos. Tudo isso me fez refletir sobre a importância de viver com propósito e dedicação. 

Ao final da visita, saí não apenas com mais conhecimento, mas também com uma inspiração para meu próprio projeto de vida. A história de José de Anchieta me mostrou como o cuidado, o acolhimento e o desejo de ajudar os outros podem transformar vidas.  

Foi uma experiência de aprendizado, reflexão e inspiração. Conhecer a história de alguém que dedicou sua vida ao cuidado dos outros, à educação e à construção de pontes entre diferentes culturas fez-me enxergar com mais clareza a importância da empatia, da dedicação e do compromisso com aquilo em que acreditamos. Foi uma experiência que certamente levarei comigo e que continuará influenciando minha forma de enxergar a minha missão.

Por Carolina Adame, aluna da 2ª série do Ensino Médio

Outras Publicações

  • Entre a chuva e o silêncio (Setembro/2026)
    17/09/2026
    Há duas semanas, fui à Casa de Retiros Padre Anchieta com colegas do Colégio Anchieta para mais um encontro com os Exercícios Espirituais. E, talvez porque já soubesse que seriam dias de silêncio, o caminho até o Rio pareceu ainda mais bonito. Fomos entre conversas, risadas e histórias. A estrada foi leve. Quando chegamos, fomos
    Ler mais
  • Experiência Magis: quando o encontro transforma o olhar (Setembro/2026)
    04/09/2026
    Estudantes do Colégio Anchieta vivenciam uma semana de inserção sociocultural em São Paulo e retornam com novas perspectivas sobre o cuidado, a escuta e o compromisso com o outro.  Durante uma semana, viveram momentos de serviço, convivência, escuta e partilha em obras que acolhem pessoas em situação de vulnerabilidade social.  Mais do que uma experiência
    Ler mais
  • Cuidar de Quem Cuida: uma expressão da missão inaciana (Agosto/2026)
    26/08/2026
    Nos Exercícios Espirituais, Santo Inácio apresenta aquilo que chamou de Princípio e Fundamento: o ser humano é criado para “louvar, reverenciar e servir a Deus” (EE 23). Desse modo, toda a vida encontra seu sentido mais profundo quando orientada pelo amor e pelo serviço. Nesse sentido, a missão de toda obra educativa da Companhia de
    Ler mais