Os impactos da representação feminina na mídia contemporânea (Abril/2026)
O documentário de 2015, “O corpo é meu”, questiona a representação feminina nas mídias e como a visão sexista é prejudicial para as mulheres da sociedade. Lamentavelmente, a temática da obra cinematográfica permanece atual, uma vez que as propagandas machistas que objetificam as cidadãs brasileiras ainda se fazem presentes nos principais meios de comunicação impossibilitando que uma visão preconceituosa seja superada. Dessa forma, analisa-se a perspectiva histórica da supremacia masculina, bem como, o consentimento de inferioridade corporal como sequência do problema.
Primeiramente, faz-se notório como a concepção de superioridade dos homens pela história consolidou o pensamento sexista e de objetificação feminina, sendo perpetuado pelas agências tele comunicativas. A partir dessa perspectiva, o livro “Orgulho e preconceitos”, da autora Jane Austen, exemplifica o contexto, visto que diversas personagens da trama acreditam que a única finalidade da mulher é casar e se tornar uma boa esposa. Assim, comprova-se que a crença na superioridade dos homens por séculos transparece nas propagandas machistas, contribuindo no prolongamento da visão de inferioridade feminina e no aprofundamento das desigualdades de gênero, necessitando, então, que medidas sejam tomadas.
Ademais, o sentimento de inferioridade causada pela divulgação de campanhas publicitárias, misóginas apresenta-se como um óbice da problemática, já que prossegue com a divulgação de imagens corporais consideradas perfeitas, porém inalcançáveis para a maioria populacional. Nesse sentido, uma pesquisa realizada pelo G1 comprovou o impacto das propagandas no psicológico feminino afirma que 78% das brasileiras estão insatisfeitas com o próprio corpo. Logo, e imprescindível que ações sejam tomadas para impedir a permanência desses sentimentos entre mulheres, pois podem levar a sérios danos psicológicos, como ansiedade e depressão, transtornos alimentares, como anorexia.
Portanto, é de suma importância que projetos visando a mitigação da questão das propagandas sexistas e a objetificação femininas sejam realizados. Dessa maneira, cabe ao Ministério das Mulheres criar campanhas de conscientização por meio de mídias digitais, como Instagram e TikTok, a fim de erradicar herança histórica, preconceituosa para com os cidadãos. Nesse viés, a divulgação de campanhas publicitárias misóginas será diminuída e o sentimento de inferioridade corporal seja solucionado, melhorando então a qualidade de vida das brasileiras.












