A Importância da Valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) (Novembro/2025)

05/11/2025

A Constituição Federal de 1988 instituiu o Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo a todos os brasileiros o direito ao acesso gratuito e universal à saúde. Desde então, o sistema se tornou um pilar fundamental para a sociedade, sendo responsável por atender milhões de pessoas diariamente em diferentes contextos, desde consultas simples até procedimentos de alta complexidade. Entretanto, mesmo com tamanha relevância, o SUS ainda enfrenta sérias dificuldades, como a falta de financiamento adequado e as desigualdades regionais, que limitam o acesso de parte da população. Diante desse cenário, torna-se necessário reconhecer que a valorização do sistema depende, sobretudo, da ampliação de seus recursos financeiros e da redução das desigualdades no atendimento oferecido à população. 

Além disso, o subfinanciamento compromete a capacidade do SUS de oferecer serviços de qualidade e infraestrutura adequada. Sem investimentos consistentes, o sistema fica limitado para atender a toda a população. O relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que países que investem de forma contínua em saúde pública conseguem reduzir desigualdades sociais e melhorar indicadores de desenvolvimento humano. Ademais, apesar da universalidade garantida por lei, ainda há desigualdade no acesso aos serviços do SUS, especialmente em regiões periféricas e rurais, onde faltam equipamentos, profissionais e medicamentos. Segundo dados do IBGE (2022), moradores de áreas urbanas têm quase o dobro de acesso a serviços de saúde especializados em comparação com os residentes da zona rural, revelando um cenário de exclusão. 

Portanto, para garantir a valorização efetiva do SUS, é necessário, primeiramente, que o governo federal, em parceria com o Congresso Nacional, amplie o investimento no orçamento da saúde, por meio da aprovação de leis que aumentem progressivamente os repasses obrigatórios, com fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU), assegurando a modernização da infraestrutura hospitalar e a melhoria no atendimento à população. O Ministério da Saúde deve, ainda, implementar programas de interiorização de profissionais, oferecendo incentivos financeiros, bolsas de estudo e condições de trabalho adequadas em regiões periféricas e rurais, de modo a reduzir as desigualdades. 

Maria Fernanda de Souza, Aluna do 9º ano 

Outras Publicações

  • Desafios para a valorização da arte de periferia no usuário cultural brasileiro (Abril/2026)
    04/05/2026
    O “funk”, estilo musical, surge nos Estados Unidos e chegou às periferias brasileiras em meados dos anos 70, sendo hoje um dos gêneros musicais mais conhecidos no Brasil. Apesar desse tipo de música ser muito aclamada, uma substancial parcela da população subjuga-a devido à sua origem periférica. Desse modo, a fim de compreender os desafios
    Ler mais
  • Os impactos da representação feminina na mídia contemporânea (Abril/2026)
    17/04/2026
    O documentário de 2015, “O corpo é meu”, questiona a representação feminina nas mídias e como a visão sexista é prejudicial para as mulheres da sociedade. Lamentavelmente, a temática da obra cinematográfica permanece atual, uma vez que as propagandas machistas que objetificam as cidadãs brasileiras ainda se fazem presentes nos principais meios de comunicação impossibilitando que
    Ler mais
  • Mais que redação: o verdadeiro sentido da escrita na Educação (Março/2026)
    31/03/2026
    A escrita escolar ocupa um lugar decisivo na formação humana. Mais do que uma técnica para organizar ideias ou cumprir exigências avaliativas, ela pode ser compreendida como uma experiência de reflexão, elaboração e construção de sentido. Quando esse horizonte se enfraquece, a própria educação corre o risco de perder parte de sua força formativa. No
    Ler mais