A Importância da Valorização do Sistema Único de Saúde (SUS) (Novembro/2025)
A Constituição Federal de 1988 instituiu o Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo a todos os brasileiros o direito ao acesso gratuito e universal à saúde. Desde então, o sistema se tornou um pilar fundamental para a sociedade, sendo responsável por atender milhões de pessoas diariamente em diferentes contextos, desde consultas simples até procedimentos de alta complexidade. Entretanto, mesmo com tamanha relevância, o SUS ainda enfrenta sérias dificuldades, como a falta de financiamento adequado e as desigualdades regionais, que limitam o acesso de parte da população. Diante desse cenário, torna-se necessário reconhecer que a valorização do sistema depende, sobretudo, da ampliação de seus recursos financeiros e da redução das desigualdades no atendimento oferecido à população.
Além disso, o subfinanciamento compromete a capacidade do SUS de oferecer serviços de qualidade e infraestrutura adequada. Sem investimentos consistentes, o sistema fica limitado para atender a toda a população. O relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que países que investem de forma contínua em saúde pública conseguem reduzir desigualdades sociais e melhorar indicadores de desenvolvimento humano. Ademais, apesar da universalidade garantida por lei, ainda há desigualdade no acesso aos serviços do SUS, especialmente em regiões periféricas e rurais, onde faltam equipamentos, profissionais e medicamentos. Segundo dados do IBGE (2022), moradores de áreas urbanas têm quase o dobro de acesso a serviços de saúde especializados em comparação com os residentes da zona rural, revelando um cenário de exclusão.
Portanto, para garantir a valorização efetiva do SUS, é necessário, primeiramente, que o governo federal, em parceria com o Congresso Nacional, amplie o investimento no orçamento da saúde, por meio da aprovação de leis que aumentem progressivamente os repasses obrigatórios, com fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU), assegurando a modernização da infraestrutura hospitalar e a melhoria no atendimento à população. O Ministério da Saúde deve, ainda, implementar programas de interiorização de profissionais, oferecendo incentivos financeiros, bolsas de estudo e condições de trabalho adequadas em regiões periféricas e rurais, de modo a reduzir as desigualdades.
Maria Fernanda de Souza, Aluna do 9º ano












