Desafios e Avanços da Adoção no Brasil (Outubro/2025)

29/10/2025

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), criado em 1990, marcou um grande avanço no processo adotivo priorizando o melhor interesse da criança e adolescentes. Portanto, apensar de representar um importante instrumento de garantia de direitos e construção familiar, o processo de adoção no Brasil enfrenta entraves significativos como a burocracia lenta e desgaste e perfis restritos dos adotantes.  viver em abrigos por terem sido abandonadas ou por outros motivos ainda é a realidade de muitas crianças e adolescentes. 

Primeiramente, a burocrática lenta do processo adotivo no Brasil é um desafio para que a adoção aconteça de forma efetiva. A partir desta ideia, o processo adotivo tem muitas etapas incluindo entrevistas, cursos e avaliações que demoram anos. Como consequência, este processo desanima a família e prolonga o tempo em abrigos. A Constituição Federal, em seu artigo 227, determina que é dever do Estado garantir à criança o direito à convivência familiar, mas a morosidade do sistema impede que isso aconteça, uma vez que muitas crianças esperam durante anos por um lar. 

Ademais, a exigência por perfis específicos de adotantes é outro fator que deixa crianças nos abrigos até atingirem a maioridade. A maioria das famílias prefere bebês brancos e sem irmãos, enquanto crianças mais velhas, negras ou com irmãos ficam esquecidas no sistema de adoção. O Cadastro Nacional de Adoção mostra que a maior parte das famílias deseja adotar meninas brancas com menos de dois anos, enquanto a maioria das crianças disponíveis não se encaixa nesse perfil. 

Portanto, é fundamental adotar medidas que superem os desafios que impedem a adoção plena. Cabe ao Poder Judiciário agilizar os trâmites legais, por meio da digitalização dos processos, a fim de reduzir o tempo de espera das famílias e das crianças. Paralelamente, o Ministério da Educação deve promover campanhas educativas nacionais, por meio de escolas e nas mídias sociais, com o objetivo de desconstruir preconceitos.

Davi Rabelo, Aluno da 2ª série do Ensino Médio

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