Os fins justificam os meios na atuação política e social? (Julho/2026)
A ética dos meios a fim de alcançar um objetivo é uma discussão relevante para diferentes tipos de sociedade ao longo do tempo. O livro 48 Leis do Poder, de Robert Greene, aponta e exemplifica maneiras distintas de alcançar o poder em diversas áreas, como na política, na escola ou no trabalho. Apesar de ser atrativa, a obra aborda o tema de forma extremamente antiética, pois, para o autor, os fins justificam os meios. Quando essa perspectiva é analisada sob um caráter social, há muitos problemas nela. Logo, é fato que essa é uma discussão crucial para o equilíbrio da sociedade e, portanto, é preciso analisar os seguintes tópicos: a importância da empatia e os benefícios atingidos no fim.
De início, um dos principais argumentos contrários ao tema é a importância da empatia. Essa palavra significa a capacidade de se colocar no lugar do próximo, ou seja, não fazer o que não gostaria que fizessem com você. Esse ditado se popularizou no Brasil com o intuito de ensinar crianças sobre ética, mas, no contexto atual, existe uma falta dessa prática em diferentes ambientes. Os políticos só enxergam o custo-benefício, negligenciando problemas a fim de encher os bolsos. Em outras palavras, para a maioria das pessoas envolvidas com a política, os fins são justificáveis, mesmo que afetem negativamente a vida da população. Malala é uma menina que sofreu um tiro na cabeça por desafiar o sistema machista de seu país. Hoje, ela é uma importante ativista que busca a prática da empatia, julgando governantes egoístas. Esse exemplo revela que há pessoas que fazem o bem e que pensam nos meios.
Por outro lado, um argumento comum entre aqueles que procuram o poder a qualquer custo são os benefícios atingidos no fim. Para muitos políticos, fazer coisas consideradas ruins são apenas ferramentas para, no final, estabelecer uma suposta justiça. Entre os candidatos, esse é um exemplo de discurso extremamente comum, visto que prometem benefícios incumpríveis. Segundo Nicolau Maquiavel, a obtenção do poder justifica qualquer meio desleal. Essa corrente antiética está presente no mundo contemporâneo, mesmo nas relações mais simples do cotidiano. Sob uma perspectiva egoísta, há muitos pontos positivos quando se atinge um cargo elevado, dando abertura para enriquecer facilmente. Então, é fato que muitos são tomados por esse sentimento.
Portanto, visto que a discussão é crucial e polarizadora, é necessário analisá-la com atenção e ter uma mentalidade flexível. Acredito que a disputa por poder, tanto na atuação política quanto na social, não tenha que ser totalmente justa e ética. Porém, é preciso tomar cuidado para não influenciar outros a fazer o mal, pois, assim como acredita Malala, a sociedade não está perdida.
Por Caio Mainier Kassuga, aluno da terceira série do
Ensino Médio












