Descarte Eletrônico e Sustentabilidade (Março/2026)

10/03/2026

Com a Primeira Revolução Industrial, ocorrida no século XIX, iniciaram-se diversos processos de inovação tecnológica, que se perpetuam até os dias atuais. Entretanto, muitas dessas tecnologias tornaram-se maléficas ao gerar grandes impactos sociais e ambientais, em seu descarte. Isso se deve à falta de reciclagem e ao consumismo no território nacional, demonstrando a necessidade de intervenção. 

Primeiramente, é importante ressaltar que a ausência de hábitos da população brasileira para reciclar resíduos eletrônicos contribui para que essas tecnologias atrapalhem o desenvolvimento socioambiental do país. Nesse sentido, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável estabelece em meta em que os países signatários do documento, entre eles o Brasil deve desenvolver comunidades e cidadãos sustentáveis até o ano de 2050. No entanto, como há pouca reciclagem do lixo eletrônico no território nacional, causada pela falta de informação da população, tal objetivo torna-se mais difícil de ser alcançado. Com isso, esse tipo de resíduo é descartado, muitas vezes, de forma inadequada, o que acarreta poluição ambiental e, consequentemente, um maior distanciamento para que a meta 11 seja atingida. Logo, é notório que o Ministério do Meio Ambiente deve realizar ações para combater tal problema. 

Ademais, o consumo exagerado é outro fator que contribui para que o descarte do lixo eletrônico seja um problema no país. Dessa forma, o filme da Disney “Wall-E” retrata a história de um robô que é responsável por limpar a Terra após um cenário de poluição ambiental. A partir dessa perspectiva, o cenário retratado na obra é auxiliado, principalmente pelo consumismo de eletrônicos, hábito que é recorrente entre a população brasileira, ocorrendo devido ao alto estímulo ao consumo pelas propagandas por exemplo.  Como consequência, há uma maior destruição de um cenário poluído e repleto de lixo. Logo, comprova-se que o consumismo é um fator agravante do óbice em pauta. 

Medidas eficazes, portanto, devem ser tomadas, visando mitigar os impactos gerados pelo lixo eletrônico no Brasil. Desse sentido, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Ministério da Educação, deve criar campanhas de conscientização sobre a importância do consumo e do descarte consciente de eletrônicos, por meio das redes sociais, como Instagram e Facebook, a fim de que a população seja informada e, assim, passe a reciclar mais e a consumir de forma consciente, por conseguinte, as inovações da Primeira Revolução Industrial se tornarão benéficas. 

Por Sara F. Barros, aluna da 3ª série do ensino médio

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