Encerrar um ciclo, carregar valores (Fevereiro/2026)

23/02/2026

Há dois meses, eu estava na minha colação de grau, recebendo o diploma que simboliza o encerramento de uma etapa construída ao longo de toda uma vida escolar. Um momento breve, mas carregado de significado, que trouxe à tona memórias, afetos e a dimensão real do que foi viver dezesseis anos em um mesmo lugar. 

Entrei no Casarão Amarelo aos dois anos de idade e, depois de dezesseis anos, encerrei a minha trajetória na Educação Básica. Foram anos que não se medem apenas em conteúdos acadêmicos, mas em experiências vividas, vínculos construídos e valores que permanecem. 

Ao longo dessa caminhada, o Colégio Anchieta sempre se apresentou como um espaço de formação integral. O ensino acadêmico de qualidade esteve sempre associado a uma proposta educativa que valoriza a formação humana, ética e social. Foi essa visão ampla da educação que me fez permanecer na instituição por tantos anos. 

Ser aluna de uma escola da Rede Jesuíta de Educação é, acima de tudo, aprender a olhar para si, para o outro e para o mundo com mais consciência e responsabilidade. Inspirada pelos princípios de Santo Inácio de Loyola, aprendi que educar-se é buscar sentido, refletir sobre as próprias escolhas e agir com propósito. Hoje, carrego Santo Inácio como uma figura inspiradora, cuja espiritualidade e visão de mundo seguem presentes na forma como penso, ajo e me posiciono diante da realidade. 

Minha participação nos projetos da Pastoral e nas experiências promovidas pela Rede Jesuíta foi essencial nesse processo formativo. Vivências como a Simulação das Nações Unidas (SINUCA), as Olimpíadas Internas, os Jogos Jesuítas, o Encontro de Formação Integral (EFI) e os voluntariados semanais foram espaços de aprendizado profundo. Neles, exercitei o diálogo, o trabalho coletivo, o serviço e o compromisso com o bem comum. Cada uma dessas experiências contribuiu para a construção dos valores que hoje me definem. 

Saio do Anchieta com profunda gratidão e com a certeza de que a formação recebida — humana, acadêmica e espiritual — continuará presente em quem eu sou e em tudo aquilo que ainda vou construir. Afinal, encerrar um ciclo é também carregar valores. 

Isadora Mussi de Andrade, antiga aluna – Turma de 2025 

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