Raízes que Começaram Antes de Mim (Julho/2026)
Minha história no Colégio Anchieta não começa comigo. Ela começa com o meu pai, Adriano Sanches Thurler. Muito antes do meu nascimento, em 1998, ele iniciou sua trajetória na instituição, construindo uma história marcada por dedicação, amizades duradouras e amor pela educação. Minha mãe, Priscila Pires Thurler, também trabalhou no colégio e sempre alimentou um carinho enorme pela escola, desejando que, um dia, seus futuros filhos tivessem a oportunidade de estudar e criar laços ali.
Nasci em 14 de junho de 2005, mas, desde o chá de bebê surpresa organizado por alunos e funcionários do colégio para celebrar minha chegada, eu já era considerada anchietana. Ingressei na escola em 2007 e, desde então, sempre fui acolhida e respeitada por todos os funcionários. Tenho certeza de que isso foi um enorme diferencial na minha trajetória, pois sempre me senti confortável dentro da escola e motivada a aprender coisas novas.
Com o passar dos anos, meu irmão, Gabriel, também ingressou no colégio. Vivi momentos muito importantes da minha vida dentro daquela instituição: fiz minha Primeira Eucaristia, recebi a Crisma e participei da minha formatura em 2023. Em todas essas etapas, o Anchieta se consolidou como um refúgio, uma segunda família, uma verdadeira segunda casa.
Foi também no Colégio Anchieta que comecei a compreender meu papel como ser humano e agente de transformação na comunidade, especialmente por meio do meu envolvimento com a Pastoral desde muito nova. Participei de diversos encontros e retiros promovidos pelo colégio, mas um deles marcou profundamente minha caminhada: a Semana Santa Jovem I. Nesse encontro, conheci alunos de outras escolas da Rede Jesuíta e vivi experiências que reforçaram ainda mais os valores que aprendemos diariamente: que “tudo o que move é sagrado” e que “somos mais, mais de um milhão, um milhão de sonhos”.
Seguir a espiritualidade inaciana me ensinou que entramos na escola para aprender e saímos dela para servir. Saímos com o compromisso de nos colocarmos a serviço do outro, olhando com atenção para aqueles que muitas vezes são invisibilizados pela sociedade e dando voz aos que são silenciados.
Hoje, cursando Fonoaudiologia na Universidade Federal Fluminense, compreendo plenamente que a formação humana recebida ao longo desses anos em um colégio jesuíta será essencial na minha futura profissão e no meu cotidiano. O olhar atento aos meus futuros pacientes e a escuta ativa que pretendo exercer nasceram, em grande parte, dentro do Anchieta.
Acredito que ser uma anchietana de longa data é um privilégio. E perceber que, mesmo depois de formada, posso voltar à minha segunda casa sempre que quiser é uma alegria imensa — não apenas por reencontrar antigos professores e funcionários que alegraram meus dias, mas também por observar novas histórias começando na Educação Infantil e no Ensino Fundamental. Ao ver essas crianças, volto no tempo e me lembro com carinho das aulas da Tia Gisele, da Tia Elzany, da Tia Vivi, da Tia Camilla e da Tia Lu, que fizeram parte da construção da pessoa que sou hoje.
Por Larissa Thurler, antiga aluna do Colégio Anchieta












