Uma História Que Continua no Anchieta (Junho/2026)
O que falar sobre o Colégio Anchieta? Para mim, nunca foi e nunca será apenas um colégio comum. Sempre houve algo único em chegar todos os dias e simplesmente ver o prédio, como se, só de estar ali, o dia já começasse melhor. Subir as escadas, percorrer os corredores e encontrar rostos conhecidos era mais do que rotina: era um encontro diário com minha “segunda casa”.
As conversas com colaboradores e professores carregavam ensinamentos que iam além dos livros. Aprendi dentro da sala de aula, sim, mas também nos gestos, nas trocas e nas experiências que o colégio me ofereceu ao longo do caminho. O Anchieta entrega uma formação acadêmica de excelência, mas o que realmente o distingue é algo mais sutil e, ao mesmo tempo, mais profundo: a capacidade de formar pessoas por inteiro.
Dos 140 anos recém-completados pelo Anchieta, tive a oportunidade de viver, enquanto aluno, 13 anos de história, aprendizado e crescimento, nos quais pude experimentar intensamente tudo o que só o Colégio Anchieta proporciona. Vivi o Casarão Amarelo de forma profunda, criando memórias e laços que levarei comigo por toda a vida.
Participei de diversas atividades propostas pelo colégio, entre elas as Semanas Santas Jovem I e II, dois momentos de reflexão e espiritualidade profundamente marcantes e transformadores em minha vida. Da Semana Santa Jovem I participei quando estava na 1ª série do Ensino Médio. Foi uma experiência muito forte de fé. Eu já me considerava uma pessoa de fé, mas, após aquela vivência, senti que essa chama se reacendeu com ainda mais intensidade, nascendo também a vontade de ser “fogo que acende outros fogos”.
Além disso, ter contato com outros jovens vindos de diferentes escolas da Rede Jesuíta de Educação foi algo muito especial para mim. Ali nasceram amizades verdadeiras, algumas das quais permanecem vivas até hoje.
Outra atividade da qual participei e não posso deixar de destacar, pelo impacto que teve em minha trajetória, foram os Passos de Anchieta, durante a 3ª série do Ensino Médio. Participar dos Passos de Anchieta foi uma das experiências mais desafiadoras e significativas da minha vida. Ao longo de 100 km de peregrinação, caminhando cerca de 25 km por dia, percorremos o trajeto de Vila Velha até o Santuário de José de Anchieta, no Espírito Santo, junto a jovens de todo o Brasil.
Mais do que um desafio físico, essa vivência foi uma verdadeira jornada interior. A cada passo, era necessário exercitar a perseverança, o companheirismo e a superação dos próprios limites. A peregrinação também proporcionou um forte contato com a espiritualidade inaciana, promovendo reflexão, silêncio e escuta interior. Assim, a caminhada foi não apenas geográfica, mas também humana e espiritual.
Além das experiências citadas acima, tive a oportunidade de participar de diversas outras atividades, como as Jornadas Inacianas na Casa de Monnerat, a Missão de Férias na Aldeia da Criança e as Experiências de Fraternidade, cada uma contribuindo de maneira especial para o meu crescimento pessoal, espiritual e coletivo.
Essa diversidade de experiências proporciona o encontro com diferentes realidades e nos convida a sair de nós mesmos para olhar o outro com mais empatia, sensibilidade e compromisso. Essas vivências marcaram profundamente minha formação e me ensinaram a compreender a importância de construir um mundo mais humano e acolhedor.
Mesmo após alguns anos de formado, minha ligação com o Anchieta continuou. Como antigo aluno, fui convidado a participar de algumas atividades, especialmente da Semana Santa, como integrante da Equipe de Vivências, por três edições consecutivas.
Ainda hoje mantenho uma relação próxima com o colégio, e é muito gratificante poder continuar fazendo parte dessa história e contribuir para que outros alunos também vivam experiências tão transformadoras quanto as que vivi.
Por Matheus Sasek Veloso, Antigo Aluno do Colégio Anchieta












