Formar homens para os demais (Abril/2026)
Queridos amigos Discentes e Docentes Anchietanos,
Passei pelo nosso estimado Colégio nos anos 90, especificamente concluindo em 1992. Ingressei encantado com o tamanho, tradições, beleza e vida pulsante do nosso colégio. Carrego as lembranças mais fascinantes. Desde o perfume dos corredores até amizades permanentes que fiz pelos anos vividos, como foi bom. Conheci pessoas incríveis no nosso colégio, gente que aí me acolheu e que comigo caminha até hoje, me dando suporte. Foram anos de amadurecimento e muitas alegrias.
Fiz parte do Grêmio estudantil no qual aprendi política e o diálogo fraternal, convivi nas salas com a diversidade dos alunos, aprendendo a respeitar limites, negociar posições e cultuar um diálogo democrático e sempre franco.
Vi nos professores exemplos de retidão, acolhimento e conforto. Educar se faz com proximidade, eles foram minha inspiração para me tornar professor acadêmico e concluir dois Pós-doutorados (USP 2024 e UERJ 2019), escrever meus livros e textos, devo a eles minha vida científica e acadêmica. Lembro de todos, das aulas, das reações e acima de tudo dos exemplos.
Nas aulas de religião e nas conversas infinitas de corredores com professores e alunos forjei meu senso de justiça, minha inspiração para me tornar um Juiz de Direito. Aí convivi pela primeira vez com o sentimento da ética, do justo, do correto, de como homens de verdade devem agir.
Acima de tudo, amei cada pedacinho do nosso colégio, desde os santos, os pátios, as salas de aula, passando pelos corredores infinitos, percorrendo as nascentes, matas e jardins do colégio. Hoje eles vivem nas lembranças que moram guardadinhas numa saudade profunda.
Ainda hoje sinto o mesmo perfume, ainda hoje vejo os meninos correndo, ainda hoje escuto os violões tocando nos corredores, ainda hoje percorro os labirintos da minha enorme saudade encontrando memórias daquele menino que insistia em ficar no colégio até anoitecer com amigos, professores e sonhos. Ah, como o Anchieta me ajudou a sonhar…
Meu amor por esta escola é presente, genuíno e está vivo em mim. Passo e vejo sempre orgulhoso o “meu gigante amarelo” (as vezes acredito que sou dono dele, por ser parte de mim), grandioso e imponente.
Só acredito que o gigante não saiba que ele é muito maior em mim, profundamente grandioso na minha formação e na eternidade da minha assombrosa saudade.
Por Antônio Aurelio Abi Ramia, antigo aluno do Colégio Anchieta












