Antigos Alunos: Gustavo Silva de Souza (1981)(Agosto/2022)

19/08/2022

Meu nome é Gustavo Silva de Souza e fui aluno do Colégio Anchieta entre os anos de 1973 e 1981.

Guardo vivências e momentos maravilhosos desses anos passados no casarão amarelo, onde éramos recebidos pelo Padre Giovanni Selvaggi, que nominalmente cumprimentava e dava as boas vindas aos mais de 1000 alunos.

O casarão, com seus longos corredores de tábua corrida, era onde tínhamos nossas aulas regulares. Com suas enormes salas de aula e os maravilhosos e muito bem equipados laboratórios de física (coordenado pelo Professor Mário Roberto) e química (coordenado pelo Professor Padre Jaime), onde fiz experiências que fui repetir anos mais tarde na universidade.

Havia um aspecto misterioso no casarão, pois o terceiro andar não era de livre acesso aos alunos, o que atiçava nossa curiosidade.  Tinha também um lado sombrio e assustador quando a noite chegava e ainda estávamos no colégio e a penumbra da iluminação presente nas imagens sacras dava asas a nossa imaginação. A solução era, em grupo,  percorrer correndo os corredores em busca do portão de saída.

A área externa, com inúmeras quadras e campos de futebol, era a minha preferida, onde praticava todas as modalidades esportivas disponíveis, quer seja no horário do recreio, nas manhãs de sábado destinadas às aulas de  educação física (que ficavam bem  mais divertidas com chuva e o futebol no campo bem enlameado) ou nas olimpíadas internas. Certamente, meu grande  interesse pelo esporte foi desenvolvido neste ambiente.

Lembro bem da hora do recreio na época do ginásio (atual Ensino Fundamental), quando corríamos para a fila da cantina para comer pão doce com Crush ou Grapette e bala Banda. Depois íamos correndo pegar bolas de futebol com o Altair na janela da sala de material esportivo. Mais tarde, no científico (atual Ensino Médio), a diversão e o privilégio eram ficar ouvindo o Professor Isaías contando piadas e casos em uma enorme roda em um dos campos de futebol.

Também são inesquecíveis as manhãs de domingo passadas na Congregação Mariana coordenada pelo Padre Macintyre, onde ouvíamos palestras sobre os santos católicos e aprendíamos jogos de tabuleiro como o xadrez, dentre outros.

Um capítulo à parte eram os encontros no que considero a  extensão do casarão, em Monerat, onde eram promovidos  os encontros para os jovens (cursões) que tocavam fortemente nossos corações, de onde voltávamos com a certeza e o propósito de que era possível  mudar o mundo.

Enfim, nesta casa, construí inúmeras amizades verdadeiras e relacionamentos que perduram até os dias atuais. Tive a oportunidade de adquirir cultura e conhecimento e tive o privilégio de conhecer professores incríveis que, muito mais do que transmitir seus conhecimentos, transmitiram uma visão humanista do mundo, visão esta que fortemente ajudou a definir o  meu caráter, influenciando positivamente nas minhas atitudes, minha postura e meu posicionamento no que diz respeito às questões éticas, sociais e ambientais.

Por Gustavo Silva de Souza, antigo aluno da turma de 1981.

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