O Impacto Da Violência Doméstica Na Saúde Mental De Crianças Brasileiras (Julho/2025)

02/07/2025

No livro de Collen Hover “É assim que acaba” a personagem principal é violentada desde pequena por seu pai e, ao encontrar seu parceiro de vida, devido à diversas agressões, decide terminar, para que seus filhos não passem pela mesma situação. Saindo do contexto fictício, na realidade atual brasileira, a violência doméstica retratada, perpetua-se e vêm sendo prejudicial à saúde mental de crianças brasileiras. Dessa forma, os fatores contribuintes ao tema são a imaturidade e a negligência das escolas.  

 
Em primeiro lugar, é de extrema relevância ressaltar a falta de maturidade como fator relevante ao impacto da violência doméstica em infantes. Na série brasileira Carrossel, o personagem Mário era violentado agressivamente e psicologicamente por sua madrasta, que somente o tratava assim longe do pai, visto que não o considerava filho. Sob esse viés, é notório que devido à imaturidade, muitas crianças na realidade atual, assim como retratado no contexto fictício, não sentem coragem para relatar casos de violação e, portanto, tendem a naturalizar que agressões são formas aceitáveis de solucionar conflitos, manifestando uma vida adulta em relacionamentos abusivos e baixa autoestima. 

 
Outrossim, outro fator contribuinte ao tema é a morosidade das instituições de ensino. Diante o filme “Matilda” publicado na década de 90, retrata o ambiente escolar hostil em que as crianças após realizarem algo que a diretora não concordava eram lançadas pela janela ou direcionadas ao “cantinho do sufoco”, um lugar escuro, apertado e cheio de objetos perigosos como cacos de vidro. De maneira análoga, é notório que, no viés atual, ainda há fragilidade na rede escolar, uma vez que não recebem acompanhamento psicológico e uma conscientização adequada, visto que é crucial para interromper o ciclo de violação. 


Dessarte, para que a problemática seja solucionada, cabe às escolas, órgão responsável pela educação dos cidadãos, por meio de mais palestras e cartazes pela escola, realizar uma conscientização para denúncias de violência. Logo, melhorando a saúde mental. 

Por Beatriz Meng, Aluna da 2ª série do Ensino Médio

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