Os desafios para a educação de jovens e adultos no Brasil contemporâneo (Novembro/2025)
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2024, cerca de 9,1 milhões de jovens desistiram de completar o ensino escolar. Diante disso, é perceptível o problema da não garantia plena à educação para os jovens e, consequentemente, adultos brasileiros contemporâneos, que se apresenta de maneira extremamente alarmante, em concordância com a pesquisa. Dessa forma, felizmente, dois desafios são apontáveis: a negligência governamental e a desigualdade socioeconômica evidentes no país.
Primeiramente, é importante destacar que há negligência governamental quanto à educação. É notório que, lamentavelmente, o governo realiza escassos e ineficientes investimentos estruturais e administrativos nas instituições de ensino no Brasil, principalmente as públicas. Sob tal perspectiva, é visível o contexto da série “Segunda Chamada”, que retrata a história de alunos de uma escola pública paulista que convivem com falhas graves de infraestrutura nas salas de aula, como falta de segurança na construção, telhados esburacados e, ademais, a ausência de professores em todas as disciplinas disponíveis. Fora da ficção, é observável um quadro análogo ao da novela, vista a irresponsabilidade do Estado diante desse cenário. É explícita a urgência de solucionar o imbróglio referente ao ensino para os cidadãos.
É necessário pontuar que há a questão da desigualdade socioeconômica em escala nacional. Salienta-se que, tristemente, existe disparidade expressiva no Brasil referente à situação financeira dos indivíduos, o que caracteriza a vulnerabilidade e a privação de direitos, como os educacionais, de uma camada economicamente mais desfavorecida. O longa-metragem “Escritores da Liberdade”, baseado em fatos reais, relata o enredo de alunos de uma escola periférica estadunidense, marcada por casos de indisciplina e evasão escolar mediante as condições degradantes de vida dos alunos, respaldadas pela violência, preconceito, fome e falta de oportunidade. Logo, é comprovada, paralelamente ao filme, a gravidade do entrave.
É imprescindível que medidas sejam tomadas para mitigar a problemática. Cabe, então, ao Governo Federal realizar investimentos em uma campanha nacional de educação que provoque a reestruturação e a reforma de gestão nas instituições brasileiras de ensino, além da atribuição de auxílios econômicos para pessoas à margem da sociedade. A ação deve se concretizar por intermédio de verbas disponibilizadas pelo Ministério da Educação, a fim de assegurar tal direito para todos os jovens e adultos brasileiros. Assim, casos de evasão escolar, informados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, e de sucateamento do ensino reduzir-se-ão drasticamente no Brasil hodierno.
Júlia Rocha Sardinha, Aluna da 3ª Série do Ensino Médio












