Ser mãe… (Maio/2026)
O mês de maio nos traz grandes reflexões em torno desse sentimento. Sobre o laço que criamos com nossos filhos e com nossas mães, e o quanto esse afeto é profundo e especial. Ter um filho traz um grande desafio, pois o ato de educar demanda muito trabalho, dedicação e paciência. Mas ao mesmo tempo é uma paixão que inunda nossa alma e posso dizer, com toda certeza do mundo, que esse é o maior dos vínculos afetivos, e ser mãe está sendo a maior e melhor experiência da minha vida.
Ter minha filha trouxe mudanças na minha forma de viver, de pensar e de agir. Busquei fazer o melhor e dar o melhor de mim para ela. Porém, antes de ser mãe, sou humana, e isso sempre me trouxe para um lugar real, onde entendo que não sou perfeita e que também tenho minhas fragilidades. E ter consciência disso me aproximou ainda mais da minha filha, pois sempre procurei me colocar ao lado dela, construindo uma relação baseada no respeito, no diálogo e na cumplicidade.
E é engraçado perceber que, à medida que o tempo foi passando, esse sentimento se tornou cada vez mais forte e, ao mesmo tempo, mais difícil de lidar. Pois ser mãe de criança traz vários receios, mas, conforme os filhos crescem, aumentam também os medos e as inseguranças. Como entregar o meu coração para esse mundo tão cruel e difícil? Como aceitar que eles precisam seguir seus próprios caminhos, mesmo quando tudo o que queremos é protegê-los de qualquer dor?
Mas isso acontece, e então chega a hora de confiar em todo o trabalho que foi feito ao longo dos anos e pedir a Deus proteção para que o filho siga seu caminho e que tudo dê certo. Infelizmente, chega também o momento em que já não podemos mais decidir ou resolver tudo por eles. Minha filha saiu do ninho e foi desbravar a vida, fazer suas próprias escolhas e enfrentar seus desafios sem que eu esteja por perto o tempo todo para acolher, orientar e oferecer meu colo.
Com ela longe, sigo aqui para orientar e busco nas memórias os momentos em que a levava para todos os cantos, brincava, contava histórias e participava de cada pequena descoberta. Dá um aperto no peito de saudade, e isso também me leva de volta ao meu lugar de filha, lembrando de todo o amor que recebi da minha mãe. Lembro dela cuidando de mim com tanto carinho, dedicação e amor, e dizendo que um dia eu entenderia o que uma mãe sente, o quanto esse amor é genuíno e verdadeiro.
Hoje, ao me deparar com todas essas reflexões, entendo cada vez mais a grandiosidade do amor de mãe. Um sentimento único, que jamais poderá ser medido apenas com gestos ou palavras.
Ser mãe é aprender diariamente sobre amor, entrega, renúncia e força. É viver com o coração fora do peito, torcendo, cuidando e amando incondicionalmente, independentemente do tempo, da distância ou das circunstâncias. É compreender que, mesmo quando os filhos crescem e seguem seus próprios caminhos, eles continuam sendo parte de nós. E talvez seja exatamente isso que torne a maternidade tão intensa, tão desafiadora e, ao mesmo tempo, tão maravilhosa.
Por Luana Brust Faltz, Assessora de Coordenação do Ensino Fudamental II












