A questão da reincidência de crimes ambientais no Brasil (Abril/2025)

Para o economista e político brasileiro João Bosco Silva, “A preservação ambiental significa um compromisso com a vida”. No entanto, é notório que tal compromisso não é levado a sério no Brasil, visto que a reincidência de crimes ambientais persiste como um problema no cenário nacional. Diante disso, faz-se necessário apontar o capitalismo exacerbado e a negligência estatal como fatores agravantes dessa problemática. Assim, é fundamental debater as causas da recorrência de crimes contra a natureza.

Em primeiro lugar, é relevante destacar como o capitalismo exagerado contribui para a perpetuação do problema. Nesse panorama, ganha destaque a obra cinematográfica “O Lorax”, na qual o personagem principal vive em uma cidade onde toda a natureza foi desmatada para que seus recursos fossem vendidos, gerando lucro para o prefeito. Fora da ficção, esse cenário assemelha-se à realidade do Brasil, uma vez que um dos crimes ambientais mais recorrentes no país é a extração ilegal de recursos naturais, visando ao lucro dos infratores. Dessa forma, a busca desenfreada por riqueza, motivada pelo capitalismo exacerbado, impulsiona a prática de ilegalidades contra o meio ambiente.

Outrossim, o descaso estatal é outro fator que agrava o problema dos crimes ambientais no território brasileiro. De acordo com uma pesquisa realizada pelo MapBiomas e divulgada pelo G1, 97% dos alertas de desmatamento emitidos desde 2019 não foram fiscalizados. Sob essa ótica, fica explícita a negligência do governo em relação às questões ambientais, haja vista que a falta de fiscalização, além de descumprir o previsto na Constituição Federal, deixa as áreas desmatadas sem recuperação. Desse modo, os espaços degradados não são restaurados, e os responsáveis por esses delitos permanecem impunes.

Portanto, é indiscutível que medidas devem ser tomadas para mitigar a reincidência de crimes ambientais no Brasil. Logo, cabe ao governo federal, por meio de um redirecionamento de verbas, fiscalizar atividades suspeitas no âmbito ambiental. Essa ação terá como objetivo coibir extrações ilegais e outras infrações, além de garantir que os responsáveis sejam punidos conforme a lei. Dessa maneira, será possível construir uma sociedade em que a recorrência de crimes contra a natureza seja efetivamente combatida.

Por Marina Freitas Huguenin, aluna da 1ª série do Ensino Médio