Entre Maria e as Mães: um olhar sobre o amor que permanece (Maio/2026)
Não sou mãe e talvez seja justamente por isso que este texto nasça como um gesto de contemplação. Um olhar atento, demorado, admirado diante daquilo que eu penso que a maternidade pode ser.
E digo “pode ser” de forma intencional. Porque não há uma única forma de ser mãe. Há mães que equilibram o tempo entre o trabalho e o colo, fazendo da rotina um verdadeiro exercício de amor. Há aquelas que escolhem dedicar-se integralmente à maternidade e outras que constroem esse papel nos intervalos possíveis do dia e, ainda assim, inteiras em sua presença.
Talvez seja por isso que Maria tenha atravessado os séculos com tantos nomes e títulos diferentes. Nossa Senhora Aparecida, das Dores, Auxiliadora, de Fátima… Em cada forma, permanece o mesmo amor que acolhe, sustenta e protege. Assim também são as mães: múltiplas em suas maneiras de existir e amar. Algumas são força, outras delicadeza; algumas cuidam no silêncio, outras no excesso de presença. Mas todas parecem carregar algo de sagrado na capacidade de transformar amor em abrigo, mesmo no cansaço, mesmo nas dores, mesmo quando ninguém vê. Talvez seja justamente aí que Maria e todas as mães se encontrem: nesse amor que permanece. É incrível.
Este texto, portanto, não é definição. É homenagem e também oração.
Por todas as mães, em todas as suas formas de amar.
Jessica Eyer, Professora de redação do Colégio Anchieta












