Fatores responsáveis pela queda do número de leitores do Brasil (Agosto/2022)

No ano de 1808, com a chegada da família real, milhares de colonizadores vieram ao Brasil e trouxeram junto a eles a cultura portuguesa, por meio da vinda de uma enorme quantidade de livros, o que fez surgir a Biblioteca Nacional. Contudo, atualmente, mesmo com grande disponibilidade de materiais culturais, o país não apresenta um número expressivo de pessoas que leem. Nesse sentido, pode-se observar que os fatores responsáveis pela queda do número de leitores no Brasil são os avanços tecnológicos e uma ineficiência dos centros educacionais.

Em primeiro lugar, é lícito pontuar que os avanços tecnológicos são – sem dúvida – um agravante do óbice. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, entre os anos 2010 e 2018, houve um aumento de 56% no número de pessoas que passaram a utilizar diariamente e compulsivamente aparelhos eletrônicos. Nesse contexto, é notório que a principal consequência desse uso descontrolado é a diminuição de leitores no Brasil, causada pela troca de uma obra literária por um celular ou tablet, o que, para o senso comum, é muito mais atraente. Logo, é necessário que medidas sejam tomadas para regular tal situação.

Outrossim, é importante mencionar que a ineficiência de muitos centros de educação intensifica – inegavelmente – a queda no número de leitores. Segundo o pensador Rubem Alves, há escolas que são asas, onde é ensinado sobre a arte do voo, e há escolas que são gaiolas, onde o aluno é ensinado a desaprender a voar. Nessa perspectiva, pode-se analisar que no Brasil há a predominância de escolas gaiolas, já que, por não serem efetivas na organização e administração de tais locais de aprendizado ou por apresentarem professores incapazes de realizar de maneira correta suas funções, os estudantes não são incentivados a ler. Desse modo, um método de incentivo deve ser elaborado.

Portanto, infere-se que no Brasil há a presença de alguns fatores responsáveis pela queda no número de leitores. Por isso, cabe ao Ministério da Educação – órgão responsável por orientar as práticas pedagógicas –, por meio das escolas e universidades, realizar aulas e palestras a fim de conscientizar a população a respeito da importância de ler. Só assim, será possível a criação de mais escolas asas.

Por Gabriel Navega, aluno da 2ª Série do Ensino Médio