Fotos na minha estante (Outubro/2026)

23/10/2026

É sempre um enorme prazer rever o Colégio Anchieta, passear por seus corredores e jardins e me lembrar de quando era aluno. Agora, ir todos os dias ao colégio já não é mais possível, mas, vez ou outra, me pego olhando para fotos guardadas na minha estante. Nelas estão registrados pequenos fragmentos daqueles dias, e sinto toda aquela saudade.

Como já dizia José de Alencar: “Lembrar é viver novamente”. Assim, ao ver essas fotografias, vivo novamente as risadas entre amigos, as feiras de ciências ganhas e perdidas, as olimpíadas para as quais nos preparávamos, os ensaios para as apresentações de música e os finais de dia em que, às vezes, nem queríamos ir embora. Ainda consigo me lembrar das salas onde tanto aprendi, das aulas de professores incríveis e dedicados que passaram por nós e das inúmeras atividades que só esse colégio nos permite vivenciar, organizadas pela Pastoral e pelos professores.

Dentre todas as atividades, aquelas de que mais sinto falta são as viagens à Casa de Monnerat, local pertencente ao colégio onde são realizadas as Jornadas Inacianas. Lembro-me de como ficava animado quando finalmente agendavam a data da viagem. Claro que sempre foi muito bom passar o tempo entre amigos e dar uma pequena pausa nas aulas. Mas, muito mais do que isso, lá podíamos pensar e enxergar além dos estudos, aprofundando-nos nos valores que uma escola jesuíta tem a nos transmitir.

Durante as Jornadas, éramos recepcionados com um belo café da manhã para, só então, seguirmos para os momentos de vivência, que nos permitiam refletir sobre diversos assuntos do cotidiano. Em seguida, no meio do belo gramado daquele lugar, éramos convidados a parar um pouco, prestar mais atenção às nossas próprias ações e direcionar nosso olhar e cuidado para o outro. Tudo isso acontecia por meio das orações de meditação e dos momentos de partilha, nos quais podíamos compartilhar nossas próprias vivências e impressões com nossos colegas.

Admito que muitos ensinamentos não faziam sentido na época, talvez por imaturidade, mas hoje vejo que já nos preparavam para desafios que iam muito além da escola. Quase dez anos depois de deixar o colégio, já não vivo mais aqueles dias de escola, mas ainda guardo comigo algumas fotos que me permitem revivê-los. Sou muito grato por ter estudado no Colégio Anchieta e por todos os educadores que contribuíram para a minha formação, em especial à Pastoral, que tanto trabalhou para que pudéssemos nos desenvolver em nossa dimensão humana e espiritual.

Por Erick Chan, Antigo Aluno do Colégio Anchieta

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